Queixas e Críticas – Onde está a diferença?
Gilson Bifano Temas: Atitude, Outros, Todas Faça um comentárioNuma relação conjugal ou no relacionamento pais e filhos, vários fatores podem minar a estrutura do casamento e da comunicação na família. Estudos apontam que os fatores que contribuem para desgaste de um relacionamento no contexto do casamento e da família são as palavras ditas impensadamente, atitudes ou gestos inadequados do dia-a-dia. Geralmente, uma grande crise é construída paulatinamente por estas pequenas coisas.
Sem dúvida, a crítica está enquadrada nessas pequenas coisas que prejudicam uma relação familiar. Essas criticas, vêm embaladas com frases do tipo “você nunca” ou “você sempre”. Por exemplo: “Você nunca me leva para jantar fora” ou “Você sempre chega tarde em casa“. Isto não quer dizer que devemos deixar de expressar os nossos sentimentos. O que está sendo discutido é a maneira de verbalizá-los. Podemos nos queixar de uma determinada atitude do cônjuge ou dos filhos, mas criticá-los se torna perigoso e tremendamente prejudicial para a harmonia familiar.
A linha divisória entre a crítica e a queixa é muito tênue. Certa vez, um marido reclamou da maneira com que a esposa se expressava em relação ao seu modo de vestir-se. “Você está ridículo com esta roupa!“, ela sempre dizia quando ele colocava uma camisa quadriculada com uma calça listrada. Ao dizer dessa maneira, a esposa, sem perceber, estava atingindo a pessoa do esposo. Havia em suas palavras uma crítica e não uma queixa. Ela poderia dizer: “Não gosto desta camisa sendo usada com esta calça”. Neste caso, ela estaria expressando o seu sentimento, sem atingir a pessoa do esposo. O mesmo acontece quando chamamos a atenção dos filhos. “Fico muito triste quando vejo este quarto bagunçado desta maneira”. Esta forma de dizer é muito melhor do que: “Você não tem jeito mesmo. É um bagunceiro. Veja como está este quarto!”. Na primeira frase, nos queixamos. Mas, na segunda, há uma crítica que atinge a pessoa. Enquanto a queixa é a expressão de um sentimento de angústia, raiva, descontentamento, a crítica sempre contém uma acusação. Podemos, como cônjuges e pais, expressar nossos sentimentos, sem fazer acusações à pessoa.
Portanto, estejamos atentos em nossas verbalizações quando nos sentimos descontentes e angustiados com o cônjuge ou com os filhos. Podemos expressar nosso sentimento com uma queixa sincera, sem partir para a crítica.
Para concluir, lembre-se do que diz a Bíblia:
“Uma língua suave é árvore de vida”.
Livro de Provérbios, capítulo 15 verso 4

April 28th, 2009 at 10:05
Muito legal esses toques …
May 5th, 2009 at 16:40
Olá meu nome é Lion, seu texto foi muito significante para mim no sentido da diferença destas 2 palavrinhas tão semelhantes, já que eu jamais havia pensado de tal maneira quando minha mãe vinha a reclamar a causa de eu não haver arrumado meu quarto ou por eu ser a causa do meu quarto não estar arrumado. Acho que peguei a diferença, não?
Grato Lion.
July 8th, 2009 at 10:34
Muito boa e esclarecedora, esta mensagem. Meu filho só me mostra as provas/testes que tira notas boas. Tento encorajá-lo a mostrar também as notas ruins. Talvez eu tenha que mudar a forma de falar. Vou experimentar, agora neste final de 2º bimestre.
August 3rd, 2009 at 12:40
Penso que esta é uma definição bem restrita da palavra “critica”. A mensagem é boa e importante, não obstante, da uma conotação absolutamente negativa ao termo. Acho que minha “critica” lançou mão de seus ensinamentos sem, no entanto, constituir uma ofensa pessoal.
Mas uma pergunta: Se são pequenas coisas que minam as relações afetivas, tambem, é possivel crer, que sua construção ou reconstrução é feita por pequenos gestos, não sendo possivel inumerá-los, neste caso, devo considerar este texto como uma dica, ou como uma receita?